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Mar português na lista negra das águas mais poluídas

por Mäyjo, em 15.11.16

© RAFAEL MARCHANTE / REUTERS

 

O primeiro estudo sobre o lixo que flutua no mar português, realizado por uma equipa de biólogos da Universidade de Aveiro (UA), registou mais de 750 mil objetos a boiar. 

O estudo, centrado apenas no lixo com mais de dois centímetros e realizado em quase toda a Zona Económica Exclusiva (ZEE) portuguesa, coloca as águas portuguesas na "lista negra" das mais poluídas, tanto mais que o lixo que boia à superfície do mar corresponde apenas a uma pequena parte do que está debaixo de água.

A recolha de dados foi efetuada no verão de 2011 por vários observadores, durante a campanha oceânica a bordo da embarcação Santa Maria Manuela, no âmbito do projeto "LIFE+ MarPro", coordenado pela Universidade de Aveiro. Os dados que agora começam a ser publicados correspondem à área entre as 50 e as 220 milhas náuticas, abrangendo assim grande parte da ZEE portuguesa.

Com o registo total de 752.740 objetos e uma densidade média de detritos marinhos flutuantes de 2,98 itens por cada quilómetro quadrado, os valores registados na ZEE nacional são similares aos de estudos realizados, por exemplo, no Mar do Norte, nas águas costeiras do Japão e na Península Antártica.

De acordo com Sara Sá, investigadora responsável pelo estudo do Departamento de Biologia (DBio) da Universidade de Aveiro, entre os materiais encontrados, o plástico domina. Seguem-se a esferovite, restos de materiais de pesca, papel, cartão e pedaços de madeira.

O lixo com dimensões entre os 10 centímetros e um metro foi o mais abundante.

Estes objetos, explica Sara Sá, "incluíam vários tipos de plásticos, cabos e linhas de pesca, sendo por isso material bastante resistente e persistente, podendo flutuar por longos períodos de tempo".

Foi no norte da Zona Económica exclusiva que a equipa encontrou maior diversidade e abundância de lixo, resultado que a investigadora crê estar relacionado com o elevado número de corredores de navegação e embarcações de pesca a operar nessa zona, as quais podem representar importantes fontes de lixo flutuante nas águas oceânicas mais profundas.

 

Lusa

 

 

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publicado às 10:05

O lixo de sete dias

por Mäyjo, em 04.11.16

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QUANTO LIXO ACUMULAMOS EM APENAS EM 7 DIAS?

 

Fotos: Gregg Segal

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publicado às 14:03

O PROJETO HOLANDÊS QUE CRIOU TEMPLOS FEITOS DE LIXO

por Mäyjo, em 28.09.16

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O Templo do Lixo

 

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publicado às 11:01

CIDADE CHINESA VARRIDA POR ONDA DE LIXO

por Mäyjo, em 20.12.15

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Xian, a capital do lixo

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publicado às 12:21

8 MILHÕES DE PEDAÇOS DE LIXO ENTRAM NOS MARES E OCEANOS TODOS OS DIAS

por Mäyjo, em 30.11.15

8 milhões de pedaços de lixo entram nos mares e oceanos todos os dias

Todos os dias, os mares e oceanos são poluídos com oito milhões de pedaços de lixo, de acordo com um estudo da comissão OSPAR, uma convenção internacional fundada em 1992 para prevenir a poluição marítima e que conta com a participação de 14 países europeus, incluindo Portugal.

Segundo a OSPAR, este número, ainda que grotesco, continua a crescer, sobretudo devido ao aumento da utilização de peças de plástico não reutilizáveis – embalagens, sacos para guardar os jornais ou a película de plástico que protege a roupa que mandamos vir online, por exemplo.

Muita da responsabilidade dos retalhistas acaba quando o seu produto chega às lojas, mas há empresas que não podem ficar imóveis a ver o recurso natural que as faz viver, o mar, a ser destruído de dia para dia. “Não é nenhuma surpresa que algumas das marcas que estão a liderar esta [sensibilização] estão ligadas ao surf”, explicou, num texto de opinião publicado no The Guardian, Thomas Callan, investigador freelance especializado em políticas ambientais e sociais.

Callan refere-se à Surfers Against Sewage (SAS – abre PDF), que pretende uma maior responsabilidade das marcas em toda a cadeia de fornecimento, que possibilite um maior controlo da poluição que os seus produtos possa provocar e, assim, manter os oceanos mais saudáveis.

De acordo com o responsável, a EPR (Extensa Responsabilidade do Produtor) pode ter várias formas, incluindo produtos inovadores, design da embalagem, instruções para reciclar o produto quando esta deixa de ter utilidade ou até incentivos financeiros para o reciclar.

A Finisterre, que desenha roupa durável a partir de têxteis certificados, utiliza embalagens feitas a partir de milho compostado com pouquíssimo plástico não biodegradável. Apesar de mais cara, a embalagem garante à Finisterra que não está a ir contra o recurso natural que mantém o seu negócio lucrativo.

“Se vamos para até ao fim do mundo para conseguir que um produto seja o mais responsável possível, então não faz sentido envolvê-lo em algo que vá contra todo o seu propósito”, explicou ao The Guardian Ernie Capbert, director de marca da Finisterre.

Só no Reino Unido, cerca de 350.000 toneladas de roupa usada é enviada para o lixo todos os anos, assim como as suas embalagens. Ao desenhar roupa que dura vários anos e incluir uma embalagem praticamente biodegradável, a Finisterre garante a sua parte na protecção dos oceanos.

Outra das marcas da coligação é a Riz Boardshorte, uma marca de surf de Londres que utiliza têxteis 100% reciclados e recicláveis para os seus calções. Como a matéria-prima é difícil de encontrar, a Riz incentiva os clientes a enviarem os calções que já não usam, oferecendo um desconto de 25% na compra do próximo par. Quem disse que o maketing e a sustentabilidade não podem andar de mão dada?

Foto: afu007 / Creative Commons

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publicado às 10:50

JÁ IMAGINOU A QUANTIDADE DE LIXO QUE PRODUZ DURANTE UMA SEMANA?

por Mäyjo, em 24.10.15

7 dias de lixo

Todos estamos cientes da poluição ou do aquecimento global. Mas será que estamos cientes da quantidade de lixo que produzimos diariamente? Gregg Segal, um fotógrafo da Califórnia, decidiu consciencializar para este problema através de imagens fortes, tendo fotografado várias pessoas que posaram com o lixo que produziram durante sete dias.

O projeto, denomidado “7 Days of Garbage”, tenta retratar pessoas de diferentes estratos sociais e o seu respectivo lixo, de maneira a alcançar o maior público alvo possível.

Segal decidiu fotografar os participantes em frente de fundos naturais, de forma a ilustrar melhor que o lixo produzido por nós está a afectar a natureza directamente. “Obviamente, a série fotográfica pretende fomentar o confronto entre as pessoas e o excesso que faz parte da vida delas. Espero que reconheçam que muito do lixo que produzem é desnecessário”, afirma o fotógrafo citado pelo Bored Panda.

Alguns dos participantes tiveram vergonha da quantidade de lixo que produziam por semana e resolveram então escolher algum do lixo para utilizar nas fotografias. Outros decidiram utilizar todo o lixo que produziram e o resultado são as imagens que pode ver aqui.

lixo-1

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publicado às 22:21

EXPEDIÇÃO DESCOBRE ILHAS PERMANENTES DE LIXO NO PACÍFICO

por Mäyjo, em 20.10.15

Expedição descobre ilhas permanentes de lixo no Pacífico

Em 1997, o capitão Charles Moore tornou-se conhecido ao descobrir uma enorme ilha de lixo no Pacífico, durante uma viagem de barco entre Los Angeles e Honolulu – uma corrida e não viagem, na verdade.

Desde então, muitos têm comprovado a existência desta ilha, que se acredita ser do tamanho do estado norte-americano do Texas. Recentemente, vários investigadores voltaram com Moore ao local e descobriram que existem outras ilhas permanentes de lixo à volta deste gigantesco mar de resíduos.

O regresso de Moore a esta porção de lixo teve como objectivo avaliar o impacto deste na vida marinha. Desde que encontrou este mar de plástico, Moore criou o Algalita Marine Research Institute, uma organização sem fins lucrativos focada na redução de poluição marinha.

No entanto, Moore ficou ainda mais chocado quando percebeu que, para além de vastas quantidades de plástico que deambulam no local, existe uma ilha de lixo permanente com mais de 15 metros. A ilha é em tudo idêntica a uma ilha normal, com rochas na costa, vida marinha e biodiversidade. Mas não só é artificial como é feita de lixo.

“Encontrámos sinais de permanência. E haverá um novo mundo flutuante de plástico se não pararmos com a poluição”, explicou Moore ao Live Science.

Um dos estudos mais recentes dá conta que 35% dos peixes encontrados nesta região comeram plástico em alguma parte da sua vida. Agora, estas ilhas de plástico estão cada vez mais a integrarem-se na biodiversidade, com consequências imprevisíveis.

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publicado às 22:13

MALDIVAS: GOVERNO CONVIDA EMPRESAS A APRESENTAREM PROPOSTAS PARA ACABAR COM LIXO

por Mäyjo, em 25.08.15

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As Maldivas de plástico

 

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publicado às 23:12

BRASIL: CÃO RECOLHE LIXO DE RIO POR INICIATIVA PRÓPRIA

por Mäyjo, em 12.08.15

caobrasil_SAPO

O ser humano pode ser sujo e desarrumado. Mas há um cão que está a combater este flagelo no Brasil. Recentemente, um helicóptero da cadeia televisiva Globo filmou um cão a recolher lixo de um rio poluído na cidade de São Paulo. O helicóptero estava a caminho para fazer uma cobertura noticiosa quando avistou o animal a atirar-se várias vezes ao rio e cada vez que regressava à margem trazia na boa uma garrafa de plástico.

O rio Tietê é um curso de água escura e poluída que passa pela cidade de São Paulo. Durante 20 minutos as câmaras da Globo filmaram o cão a recolher garrafas do rio. Nesse período de tempo, o animal recolheu 25 garrafas das águas sujas.

Não se sabe se o cão é vadio ou se tinha dono e simplesmente escapou de casa para se divertir um pouco no rio. Ainda assim vários grupos animais de São Paulo pedem que se intervenha, não só para limpar as águas do rio – que são um perigo tanto para a saúde animal como humana – como também para levar o animal a um veterinário, já que os poluentes que constam naquelas águas podem fazer com que o animal fique doente, escreve o Dodo.

Veja aqui o animal em acção, numa atitude mais consciente que a humana.

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publicado às 22:36

Como não tratar do seu lixo

por Mäyjo, em 14.07.15

lixo_aaAUSTRÁLIA: HOMEM QUE DEITOU LIXO NO MATO RECEBE-O DE VOLTA  

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publicado às 14:09


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